quinta-feira, 8 de abril de 2010

A ignorância de não saber, é a inteligência de quem realmente sabe.


Há dias atrás, me deparei perguntando se realmente ser feliz é saber de alguma coisa. Saber, nem mesmo grandes filosofos souberam o que é o saber completo, intenso, verdadeiro.

Vivemos numa encansável busca por algo que não existe por inteiro, que está quebrado, estraçalhado, estatelado. E será por que continuamos assim?

Tenho uma resposta: Nos contaminamos com o pouco do saber. Ele nos tirou o prazer se sentar e olhar o dia, o dia inteiro, a toa, ou não. Ele nos tirou a escolha, de querer saber ou não, de trabalhar agora ou depois, de estudar agora ou depois.

Felizes são aqueles que cuidam do que precisam, que trabalham para comer, e quando chegam em casa não precisam pensar: EU QUERO UM CELULAR, UMA TV, EU QUERO DESMATAR, DESTRUIR O PLANETA.

Na nossa busca insessante, por algo que sempre muda, cresce, evoluiu, nos torna insignificante. Apenas estamos, como algo que está agora, e não estará amanhã, que desaparecerá. E no fim, nos perguntaremos: O QUE MESMO QUE EU ESTAVA QUERENDO ALCANÇAR?


Viva aos ingnorantes, que não sabem de nada. Eles são felizes, pois suas vidas se resumem em chegar em casa e amar seu filhos, esposa, mãe, ou pai. Descançar, e encontrar o prazer de existir quando vê o sol se por ou nascer. Que estão felizes ao ver que a colheita foi boa, que haverá comida para esse mês. E por fim, não sabem de nada.


Maicon de Souza Generoso